terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Impotência




- De um tão pulsante e rubro coração quais sentimentos poderiam escapar? Ela questionou, revirando os olhos e sorrindo um sorriso de grandes bochechas, com reverência quase divina ao objeto debatido, o coração.

- Nenhum com o mínimo sentido, concordo - seu espelho, íntimo conhecedor de suas intenções, respondeu.

- E Ele é assim, daquelas pessoas que olham com um olhar vermelho de sol quase-quase se pondo, com aquele alaranjado vivo e aconchegante das nuvens acima do poente, sabe? Que traz uma noite de céu brilhante, de estrelas-cadentes...

O espelho silenciou, pois sabia que ela estava longe de terminar. Ela viajou nos pensamentos por muitos instantes...

- E eu não sei porque tudo foi assim, e é... o tempo corre... e o ano está acabando. Ah, 2013!

E depois de um longo suspiro desejou mudar. E depois de tanto tempo o sentimento tatuado em sua  pele parecia querer tomar conta de toda sua vida novamente.

- Será que há alguma criatura que resista a tanto amor?

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